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E se a sua grande meta de 2026 for DESCANSAR?

  • Foto do escritor: Marina Seixas
    Marina Seixas
  • 8 de jan.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 17 de jan.

Entenda os impactos do descanso na saúde física e mental segundo a ciência


Em um mundo marcado por conectividade constante, pressão por produtividade e cultura de aceleração, descansar deixou de ser visto como opcional e passou a ser, para muitos, motivo de culpa ou ansiedade.


No entanto, a ciência vem mostrando cada vez mais que o descanso, em suas diferentes formas. é uma necessidade biológica, cognitiva e emocional.


A seguir, explicamos o que a literatura científica atual diz sobre:

  • Por que estamos tão cansados e por que descansar importa

  • Como o sono atua no corpo e no cérebro

  • Os principais inimigos do descanso moderno

  • Estratégias para recuperar qualidade de sono e bem-estar ao longo do dia



Exaurição: sintoma de um sistema sobrecarregado


Sensação constante de cansaço, dificuldade de concentração, irritabilidade e falta de energia não são apenas “coisas da vida moderna”.


Segundo pesquisadores em neurociência e saúde mental, essas queixas refletem um estado de hiperestimulação crônica, desencadeado por um ambiente de alerta constante.


Nossa rotina conectada 24 horas por dia mantém o cérebro “ligado”, o que interfere no processo natural de desaceleração que deveria ocorrer ao longo do dia.


Esse estado contínuo de alerta está associado não apenas ao desgaste físico, mas também a impactos na saúde mental.



O que o sono faz pelo corpo e pelo cérebro


O sono é muito mais do que um período inativo. Ele desempenha funções fundamentais, incluindo:

  • Restauração neurológica

  • Limpeza metabólica do cérebro

  • Consolidação da memória e do aprendizado

  • Regulação hormonal

  • Suporte ao sistema imunológico


A pesquisa em neurociência mostra que durante o sono ocorre um processo de “descarte” de toxinas acumuladas no cérebro ao longo do dia, algo essencial para a saúde cerebral e que pode ajudar a prevenir o declínio cognitivo ao longo do tempo.


Além disso, a falta de sono está associada ao risco aumentado de doenças metabólicas, alterações de humor e disfunções imunológicas, o que explica por que uma noite mal dormida pode ter efeitos negativos que se estendem além do simples cansaço.



Inimigos do sono e do descanso saudável


1. Uso excessivo de telas

A luz azul emitida por dispositivos eletrônicos interfere diretamente no ritmo circadiano, dificultando a produção de melatonina, hormônio que indica ao corpo que é hora de dormir. Estudos mostram que a exposição à luz de telas à noite prolonga o tempo necessário para adormecer e reduz a qualidade do sono.



2. Hiperestimulação de alerta e estresse

A presença constante de notificações, mensagens e estímulos demandando nossa atenção mantém o sistema nervoso em estado de alerta. Essa ativação contínua dificulta o relaxamento e aumenta a dificuldade de “desligar a mente”.



3. Cafeína, álcool e refeições pesadas

O consumo desses substâncias próximo ao horário de dormir interfere no ciclo natural do sono. A cafeína pode bloquear receptores de adenosina (a “molécula do sono”), e o álcool pode fragmentar as fases mais restauradoras do descanso noturno.



Existem padrões ideais de sono?


Nem todas as pessoas precisam dormir o mesmo número de horas. O que realmente importa é a qualidade do sono e sua consistência ao longo do tempo.


Segundo especialistas, o descanso ideal é aquele que:

  • Permite completar ciclos profundos e leves de sono

  • Ocorre preferencialmente de forma contínua e alinhada ao relógio biológico

  • É regular e estável ao longo da semana


Uma boa forma de perceber se o sono está restaurador é observar como você se sente ao acordar: desperto, atento e com energia ao longo do dia.



Descansar não é só dormir


O descanso também acontece fora da cama e isso é importante. Pesquisadores em psicologia cognitiva mostram que momentos de ócio, pausas e intervalos sem estímulo constante são essenciais para:

  • Reduzir o estresse

  • Manter a criatividade

  • Processar e organizar informações

  • Preservar a atenção e a função executiva do cérebro


Quando esses intervalos não existem, o cérebro pode permanecer em um estado de alerta contínuo, levando a sintomas como fadiga, dificuldade de concentração e irritabilidade, exatamente o que muitas pessoas associam ao estresse crônico.



Como descansar sem cobrança


Incorporar descanso de forma realista exige mudanças de mentalidade. Algumas estratégias recomendadas por especialistas incluem:


✅ Definir “tempos de não fazer nada” na rotina diária


Reduzir uso de telas no período noturno


Estabelecer limites claros entre trabalho e vida pessoal


Adotar práticas de atenção plena (mindfulness)


Identificar sinais de cansaço real e respondê-los com pausas planejadas


Ao invés de encarar o descanso como desperdício de tempo, vale reconhecê-lo como um componente essencial para o funcionamento cognitivo e físico.


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Fontes


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