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Menopausa e o cérebro: o que realmente acontece nessa fase da vida

  • Foto do escritor: Marina Seixas
    Marina Seixas
  • 1 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Quando se fala em menopausa, muita gente pensa apenas em fogachos, irregularidade menstrual ou mudanças hormonais. Mas existe um aspecto dessa fase que costuma ser menos comentado e muito mais impactante: as transformações que acontecem no cérebro.


A ciência já mostrou que a queda natural de estrogênio e progesterona tem efeitos diretos sobre regiões cerebrais ligadas à memória, foco, humor e até ao sono. Por isso, muitas mulheres sentem que “não estão funcionando como antes”, mesmo mantendo a mesma rotina.


Neste artigo, você vai entender o que realmente acontece no cérebro durante a menopausa e o que pode ser feito para aliviar esses sintomas.



Brain fog: quando a mente parece nublada


A famosa “névoa mental” da menopausa não é impressão, nem exagero. Pesquisas indicam que até 60% das mulheres passam por dificuldades de concentração, lapsos de memória ou sensação de lentidão cognitiva nesse período.


Isso acontece porque o estrogênio participa de funções essenciais do cérebro, como:

  • atenção

  • memória de trabalho

  • raciocínio

  • regulação de humor

  • qualidade do sono


Quando os níveis desse hormônio diminuem, neurotransmissores importantes ficam menos ativos, o que explica essa sensação de confusão mental.


Não é fraqueza. Não é desorganização. É fisiologia.



Alterações emocionais: ansiedade, irritabilidade e depressão


As mudanças no cérebro não afetam apenas a cognição, elas mexem profundamente com o emocional.


Até um terço das mulheres pode apresentar sintomas de depressão durante a menopausa. Isso não significa que todas desenvolverão um quadro clínico, mas é uma indicação de como essa fase pode ser emocionalmente desafiadora.


E tudo isso tem uma razão biológica: o estrogênio ajuda a regular substâncias cerebrais envolvidas em:

  • estabilidade emocional

  • motivação

  • foco

  • sensação de bem-estar


Quando ele cai, podem surgir:

  • irritabilidade

  • oscilações de humor

  • ansiedade

  • dificuldade de concentração

  • tristeza persistente


É importante normalizar essa conversa: as mudanças são comuns, reais e merecem atenção.



Por que o sono importa tanto nessa fase


Um dos componentes mais afetados pela menopausa, direta ou indiretamente, é o sono, que é fundamental para o funcionamento do cérebro.


Noites mal dormidas pioram:

  • memória

  • clareza mental

  • humor

  • capacidade de foco


E o ciclo pode se repetir: baixa qualidade de sono intensifica sintomas que, por sua vez, prejudicam ainda mais o descanso.


Por isso, melhorar o sono muitas vezes é a primeira chave para melhorar também a saúde mental e cognitiva.



O que fazer para cuidar do cérebro durante a menopausa


Existem uma série de estratégias simples, mas cientificamente consistentes, que ajudam a reduzir sintomas cognitivos:


Sono de qualidade

A base do funcionamento cognitivo.


Exercícios regulares

O movimento melhora neurotransmissores, reduz estresse e ajuda na saúde cerebral.


Treino de força

Aumenta a produção de BDNF, um composto importante para plasticidade e proteção do cérebro.


Alimentação equilibrada

Dieta anti-inflamatória e ingestão adequada de proteínas e ômega 3 ajudam na saúde neural.


Conexão social

Relacionamentos reduzem risco de depressão e protegem o cérebro ao longo da vida.

 


E a terapia hormonal? Ajuda ou não?


A terapia hormonal pode ser indicada por profissionais especializados para aliviar sintomas que afetam:

  • fogachos

  • sono

  • humor


Embora os estudos ainda não tenham comprovado benefícios cognitivos a longo prazo, existe algo muito importante: dormir bem e ter o humor estabilizado já melhora a clareza mental, mesmo que de forma indireta.


Cada caso é único e deve ser avaliado por um médico.



Uma fase de transformação, inclusive no cérebro


A menopausa não é apenas o fim de um ciclo reprodutivo. É uma fase de transição profunda, que envolve corpo, mente e cérebro.


Entender o que está acontecendo traz alívio e abre espaço para estratégias práticas que ajudam a recuperar vitalidade, foco e bem-estar.


Com informação de qualidade, acompanhamento adequado e autocuidado, é possível atravessar essa fase com mais leveza e com muito mais consciência sobre o próprio corpo.



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Fontes:



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