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Álcool ou açúcar: qual é pior para a saúde? Aqui está a resposta sem rodeios

  • Foto do escritor: Marina Seixas
    Marina Seixas
  • 27 de nov. de 2025
  • 3 min de leitura

Atualizado: 17 de jan.

Os dois estão presentes em nosso dia a dia, nos encontros com amigos, nos almoços de família, no docinho depois do almoço ou na taça de vinho no fim da semana. Mas quando o assunto é saúde, uma dúvida aparece sempre: o que prejudica mais: o álcool ou o açúcar?


Ambos têm impactos importantes no corpo, aumentam riscos de doenças e influenciam desde o metabolismo até o humor. Neste artigo, trazemos um panorama claro, baseado em evidências científicas recentes.



Por que álcool e açúcar preocupam tanto?


A literatura médica aponta que tanto o consumo exagerado de álcool quanto o consumo frequente de açúcar adicionado estão associados a:


  • Doenças metabólicas (como diabetes e obesidade)


  • Doenças cardiovasculares


  • Inflamação crônica


  • Risco aumentado de alguns tipos de câncer


  • Alterações cognitivas e problemas de memória


Por mecanismos diferentes, os dois podem gerar consequências sérias quando consumidos sem moderação.



Impactos do álcool na saúde


O álcool afeta o organismo em duas vias: curto prazo e longo prazo.


A curto prazo, ele pode causar:

  • desidratação


  • ressaca


  • queda no desempenho cognitivo e motor


A longo prazo, as evidências apontam para riscos como:

  • câncer de boca, garganta, esôfago, fígado, mama e cólon


  • cirrose hepática


  • hipertensão e problemas cardíacos


  • danos cerebrais e declínio cognitivo


  • fragilização do sistema imune


  • pancreatite e alterações metabólicas


  • alterações hormonais (como queda de testosterona e GH)


  • aumento do cortisol, hormônio catabólico


Além disso, o organismo prioriza metabolizar o álcool como toxina, interrompendo temporariamente a queima de gordura e o uso eficiente de outros nutrientes, o que interfere direta e indiretamente na composição corporal.



Impactos do açúcar na saúde


O açúcar adicionado, presente em refrigerantes, doces, bolos, ultraprocessados, é hoje um dos grandes vilões da saúde pública. O consumo excessivo está associado a:

  • risco aumentado de diabetes tipo 2


  • obesidade


  • doenças cardiovasculares


  • certos tipos de câncer


  • declínio cognitivo


O excesso de glicose também pode:

  • prejudicar memória e aprendizagem


  • contribuir para quadros demenciais


  • aumentar inflamação


  • favorecer alterações digestivas


  • impactar o humor


E, assim como o álcool, ele é altamente calórico e pobre em nutrientes, o que favorece ganho de peso e escolhas alimentares inadequadas.



Na dieta, os dois podem atrapalhar objetivos


Tanto o álcool quanto o açúcar dificultam:

  • emagrecimento


  • ganho de massa muscular


  • manutenção de uma composição corporal saudável


O álcool tem 7 kcal por grama (quase o dobro dos carboidratos e proteínas). Já os alimentos açucarados oferecem calorias sem nutrientes essenciais, favorecendo picos glicêmicos, fome e impulsividade alimentar.

 


É possível consumir álcool e açúcar de forma equilibrada?


Açúcar

O maior problema está no açúcar adicionado. Quando possível, prefira:

  • frutas in natura


  • sucos naturais sem adição de açúcar


  • doces caseiros preparados com menos açúcar


A recomendação atual da OMS é reduzir ao máximo o açúcar adicionado, idealmente mantendo-o abaixo de 10% das calorias diárias, podendo ser ainda menor para benefícios adicionais.


Álcool

O álcool, por sua vez, não faz parte de uma rotina alimentar equilibrada. Se houver consumo, deve ser eventual, respeitando limites e considerando a saúde individual.



Afinal: qual é pior?


Com base nas evidências científicas, não existe “menos pior”. Os dois trazem riscos diferentes, ambos relevantes, especialmente quando consumidos em excesso.


A diferença é que:

O álcool não é um nutriente, é uma substância psicoativa e tóxica.


O açúcar é um nutriente, mas a forma adicionada (ultraprocessados) é o principal problema.



Resumindo:


O álcool tende a causar danos mais sistêmicos e graves, mas o consumo diário e contínuo de açúcar adicionado também é altamente prejudicial. O equilíbrio e a redução consciente continua sendo a melhor estratégia.


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Fontes:


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